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Entre Quatro Poderes

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Maior bancada no Rio, PSL de Flávio Bolsonaro engatilha oposição a Witzel

Hanrrikson de Andrade

27/09/2019 16h28

Presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o governador do RJ, Wilson Witzel - Pedro Ladeira/FolhapressChancelados por Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), membros da bancada do PSL na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) ameaçam fazer oposição ao governo de Wilson Witzel (PSC) após acusarem o chefe do Executivo fluminense de "ingratidão" e "falta de reconhecimento".

O diretório liderado por Flávio abandonou formalmente a base do Executivo hoje (27). Inicialmente, a retirada seria obrigatória, sob ameaça de expulsão da legenda. Como houve resistência, o senador recuou e liberou os correligionários para decidirem se deixam ou não os cargos no governo.

O partido do presidente Jair Bolsonaro tem a maior bancada na Alerj: 12 membros. Flávio, filho mais velho do mandatário, dá as ordens no diretório estadual da sigla. Partiu dele a decisão de rachar com o governador do Rio.

A briga ocorre porque Witzel tem trabalhado nos bastidores com a pretensão de se lançar candidato à Presidência da República. Nesse caso, seria adversário de Bolsonaro em uma eventual tentativa de reeleição.

Oficialmente, o PSL reafirma "condição de independência" e diz não se sentir mais responsável "pelas decisões e rumos do governo". Na prática, se a candidatura de Witzel ao Planalto vingar, deputados da sigla podem engrossar o coro da oposição na Alerj, segundo apurou o UOL.

Esse xadrez político levaria a uma situação inusitada: PSL e partidos de esquerda, como o PSOL, jogando no mesmo lado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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