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Entre Quatro Poderes

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Apesar de crise no PSL, Onyx diz que pauta no Congresso não será afetada

Luciana Amaral

16/10/2019 12h40

Apesar da crise que toma conta do PSL, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), mantém o discurso de que o ambiente está "tranquilo" e a pauta de interesse do Palácio do Planalto no Congresso Nacional não será afetada.

"Tranquilo. Não vejo esse problema não. Essas oscilações de partidos políticos são usuais ao longo do tempo. Foi assim com o PT, o PSDB. Isso se acomoda", afirmou, mesmo ao ser questionado sobre a obstrução levantada pelo próprio PSL contra uma medida provisória formulada pelo governo.

A intenção do grupo pró-Bolsonaro é tirar do cargo o atual presidente nacional do PSL, deputado federal Luciano Bivar (PE), por suposta falta de transparência nos recursos da legenda.

A relação de Bolsonaro com Bivar desmoronou em 8 de outubro quando, sem saber que estava sendo transmitido ao vivo, Bolsonaro disse para um apoiador "esquecer o PSL" e afirmou que o pernambucano está "queimado pra caramba".

Desde então, o PSL se vê em crise com alfinetadas de parte a parte e barracos nas redes sociais. Como pano de fundo, ambições políticas, disputa pelo controle do dinheiro do fundo partidário e a influência dos filhos do presidente.

Hoje de manhã, Bolsonaro disse não querer tomar o partido de ninguém, mas cobrou transparência.

"O partido tem de fazer a coisa que tem de ser feita. Normal, não tem que esconder nada. Eu não quero tomar partido de ninguém. Agora, transparência faz parte. O dinheiro é público", disse. "Não tenho mágoa com ninguém", falou.

Embora a articulação política do Planalto com o Congresso seja oficialmente responsabilidade do ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, em evento no Planalto hoje mais cedo, Bolsonaro citou Onyx como "quem faz nosso meio de campo no Parlamento".

Ontem o líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (GO), orientou que o partido obstruísse a votação da MP 886, que reformula a atuação política da Casa Civil proposta pelo próprio governo. No final das contas, a MP acabou sendo aprovada.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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Os repórteres do UOL Notícias em Brasília trazem informações do Congresso, do STF, do Planalto e dos ministérios que nem sempre habitam as manchetes, mas que revelam os bastidores dos poderes.